última nota
Uma nuvem.
A visão turva.
Dor?
Já não se fala mais esse dialeto.
Eu me despeço como uma vez e como nunca mais.
Com prazer eu gostaria de me perder de vocês.
Queria não ter que continuar
Não há como nunca houve eu naquilo que se escreve. Esta última nota não é uma despedida. Para o meu completo desespero. “Não faças besteira.” O sujeito está oculto. Eu? Eu não faço besteiras. Tenho método, sigo regras, traço linhas. Besteiras acontecem, mas não por causa do meu querer. Acontecem por acontecerem. Besteiras são acidentes, acidentes no sentido específico que falam Platão e Aristóteles: não são essenciais.

